Sinto cada vez mais que mudaste, que já não sou o teu “co-piloto”. Lembro-me de te conhecer bem, de seres o meu ídolo, de te perdoar tudo. Sabia que estavas sempre presente, ainda que estivesses ausente, durante meses ou até anos. Ligavas-me todos os dias, era a única maneira de enganar a saudade. E conseguias fazê-lo na perfeição. Até que te afastaste de vez, não só por uns tempos. Desta vez, não consigo adivinhar quanto tempo vais ficar fora.
Saudades*
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